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Rio de Janeiro

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Diário do Rio de Janeiro (II)

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O generoso e belicoso ano de 2026 começou e, nos campos e nas cidades (urbi et orbi) renovam-se as esperanças como brotam novas árvores após as queimadas, como choram e gritam os bebês nas maternidades.

Do nosso venturoso xadrez também se espera as confraternizações que sempre os torneios promovem entre enxadristas profissionais e amadores. Embora haja uma discriminação de tratamento aqui e ali, o amor ao xadrez é maior que tudo. Exemplo? Os amadores pagam tudo, os profissionais nada ou quase isso. Enfim, hoje mesmo ouço notícia na TV de que nos cemitérios também é assim... Então, vamos acompanhar as agendas e ver o que é possível desfrutar da maneira mais leve possível, já que o mais importante é rever os amigos, fazer novas amizades, ‘pendurar’ peças, vez em quando dar e levar mate – ainda por cima cumprimentar regiamente o adversário. O que desanima é o ritmo de tempo que os jogadores têm para finalizar as partidas, que andam a nível de Inteligência Artificial – cada vez mais curtos. Mas é sempre bom lembrar que o homem NÃO é uma máquina! Vejamos as novidades, muitas das quais tendo a página www.carevchess.com.br do AI Carlos Carvalho como fonte. (01/01/2026)

O jogo de xadrez deu origem a outras variantes aceitas, mas não se fixaram como a forma original. Eram apenas modismos. Após o 960 que Bobby Fischer inventou, surge o xadrez freestyle, com aval de Magnus Carlsen que pretende ser a abordagem moderna do xadrez, combinando criatividade e estrutura competitiva. Esse formato chamou a atenção dos jogadores de elite e a curiosidade do público, pois a ideia é redefinir a forma como o xadrez é vivido e jogado. Espera-se que a modalidade freestyle tenha relevância e defina novas fronteiras no xadrez competitivo. Em resumo, trata-se de reorganizar a posição das peças para que os jogadores inovem as aberturas, a tática e arte das combinações. O xadrez freestyle é mais uma forma de jogar xadrez em um formato competitivo, onde prevalece a imaginação – fica entre a tecnologia e entretenimento, embora ainda não se saiba se será bem recebido ou só um ‘modismo’. A verdade é que xadrez freestyle é mais uma invenção do xadrez tradicional, cujo destino é desconhecido. É mais um projeto que visa maximizar a competitividade, dar um espetáculo: uma experiência diferente, imaginativa, tanto quanto o xadrez tradicional. Fonte: www.carevchess.com.br (27/01/2026)

Foi realizado em Praga (Tcheca) de 17 a 26 de fevereiro de 2025 o Campeonato Mundial por Equipes Seniores +50 anos e + 65 anos. O Brasil nunca tinha participado do Campeonato Mundial por Equipes de Seniores. Na competição anterior, realizada em Krakov (Polônia) em 2024, foram inscritas duas equipes: +50 anos e +65 anos. A equipe+50 (GM Darcy Lima; MN Rogerio Becker; MN Paulo Santanna; MN Arnor Serafim), ficou entre as top 10 do mundo! A equipe +65 formou com o MF Herbert Carvalho; MN Ignacio Barreto; MN Elias Moises; MN Alexandre Letizio), terminou em 20º lugar entre as 45 competidoras. Em 2025 inscrevemos uma equipe +50 e duas equipes +65. O resultado das equipes foi mediano, assegurando a pré-classificação para 2026. (Equipe +50 formou com o GM Darcy Lima; MN Rudson Peixoto; MN Jairo Franca; MN Arnor Serafim; MN Adir Mazzuco. Equipe 1 +65: MF Jose Costa Fernandes; MF Herbert Carvalho; MN Ignacio Barreto; MN Milton Okamura; MN Cássio Sopko. Equipe 2 +65: MN Eduardo Gambale; MN Elias Moisés; MN {Ângelo Bil Ramos; MN Alexandr Letizio; MN Luiz Caribe). O GM Darcy Lima obteve Medalha de Prata no primeiro Tabuleiro (performance 2586), superado pelo GM Michael Adams (performance 2648). Neste caso, sem dúvida, vale mais que nunca a máxima olímpica de Pierre de Coubertin: “O importante não é vencer, mas competir”, ressaltando os valores das competições olímpicas: “Igualdade, justiça, racionalidade, compreensão, respeito pelas pessoas, autonomia e excelência”. (Fonte www.cbx.org)